Escolas se dedicam a criar conteúdo on-line para alunos na quarentena

27/05/2020

  • Contraste
  • Aumentar fonte
  • Diminuir fonte

Por meio de aplicativos, videoaulas e plataformas virtuais, equipes pedagógicas buscam oferecer conteúdos e vivências para garantir que estudantes mantenham o ritmo de aprendizado e o vínculo com a escola

 

Criar videoaulas, apresentações em slides, manter o ritmo de atividades nos livros didáticos e sugerir produções diversas. Essa tem sido a rotina de professores de diversas escolas, que seguem produzindo conteúdo pedagógico para manter o ritmo de aprendizado de seus alunos, mas agora com uma diferença: por meio de plataformas virtuais de aprendizagem. 

Adaptar-se uma nova rotina de estudos é um dos desafios vividos neste tempo de isolamento para prevenção ao novo coronavírus (Covid-19). Colégios, pais e alunos tiveram que reorganizar o dia a dia para não perder o ritmo escolar e o início do ano letivo. No Colégio Nossa Senhora das Neves, em Natal, a rotina não está sendo diferente. 

As escolas passam a ter que se adequar às aulas remotas de emergência, de acordo com a coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental Anos Iniciais do Neves, Priscilla Navarro. "Na maioria dos casos, estamos nos adequando a estas atividades remotas, que são demandas pedagógicas de forma temporária, que utiliza os recursos da internet, com a finalidade de reduzir o impacto da aprendizagem dos estudantes", reforça a coordenadora. E é dentro deste cenário que toda a coordenação pedagógica vem incentivando os professores a fazerem também videoaulas dos assuntos, para somar às atividades remotas que já são passadas na agenda escolar on-line. 

Para a professora Anny Costa, é necessário que os professores sempre estejam se reinventando. "O processo de busca e aperfeiçoamento do nosso fazer pedagógico precisa ser constante e diário". Ela é uma entre inúmeros professores potiguares que estão diariamente em busca de fazer com que os alunos se sintam mais próximos da escola. Nesta "situação ímpar", afirma Anny, as metodologias ativas, as tecnologias da informação e de comunicação, além da gameficação, são os grandes aliados.

Pablo Araújo, publicitário e pai dos alunos Rafael e Luíza, ambos do Ensino Fundamental Anos Iniciais, conta que a adaptação foi muito tranquila devido à preparação do colégio. "Você tem canal direto com a escola por meio do aplicativo e do site. Com essas ferramentas, é possível manter em casa parte da rotina que as crianças já tinham na sala de aula", afirma Pablo. Além disso, ele destaca a interação tanto dos pais como dos alunos com os professores, pelas videoaulas e pelo envio das atividades feita pelos filhos.

Para os alunos a partir do 6° ano, o Neves conta com parceria de conteúdo do Sistema Ari de Sá (SAS), uma das plataformas adotada pela escola. Em aulas diárias ao vivo, os conteúdos são trabalhados de forma dinâmica e organizados por disciplinas ao longo do dia. Ao mesmo tempo, a equipe da escola conta com suporte oferecido pela Associação Nacional de Educação Católicas (ANEC), que tem proporcionado apoio de formação continuada aos profissionais.

Outra ferramenta que está em atividade desde abril é o Google for Education. Nela, os professores podem criar oportunidades de aprendizagem, simplificar as tarefas administrativas e desafiar os alunos a pensar de forma crítica, tudo isso sem interromper os fluxos de trabalho em andamento. 

O trabalho pode ser realizado on-line ou off-line, a qualquer momento e em qualquer dispositivo com o Google for Education. Os professores podem usar  essas ferramentas com cada aluno ou a com turma inteira para incentivar a colaboração, a criatividade e o pensamento crítico. Além disso, os professores podem dar feedback instantâneo e acompanhar o progresso de cada aluno para melhorar o desempenho deles. Com ferramentas eficientes como o Google Sala de Aula e o Google Meet, eles gerenciam os currículos, as tarefas e as notas em um só lugar.

*Iniciativas também partem dos estudantes*

Ao mesmo tempo, do outro lado da tela do computador, um grupo de  estudantes que estão cursando a 3ª série do Ensino Médio também têm desenvolvido iniciativas para manter o ritmo de estudos e aprendizado. Para eles, a preparação para um dos principais objetivos na vida de muitos alunos - o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - não pode parar. E foi pensando nisto que os alunos Pedro Mariano, Matheus Marinho, José Iramar e Pedro Fonseca, com a colaboração de Samuel Bezerra, aluno de outra instituição, criaram um servidor, dentro de um aplicativo destinado para gamers, para realizarem seus estudos.

No servidor, os alunos encontram uma sala de bate-papo. No menu principal, podem acessar as salas de cada disciplina, que por meio da colaboração mútua entre os professores e alunos, são disponibilizados os conteúdos para estudo.

O professor Henrique Lucena, um dos apoiadores deste projeto, afirma que "é essencial que a gente reflita sobre a questão de como estudar, por que temos que estudar e sobretudo a ideia de continuidade, não podemos quebrar este ritmo". No fim das contas, para que a retomada não seja tão difícil, as escolas têm buscado destacar a importância de os alunos terem a consciência de manutenção dos estudos e das metodologias necessárias.

+Notícias

Ver mais

Depoimentos

Ver mais