Inteligência emocional fortalece e complementa a educação escolar



Inteligência emocional fortalece e complementa a educação escolar

A educação socioemocional tem conquistado grande espaço no cenário educacional atual. Nesse contexto, a Escola da Inteligência (EI) tem sido pioneira no assunto. O projeto da EI tem o objetivo de trabalhar as emoções dentro do ambiente escolar. Para Maria Aparecida, mãe da Cecília Câmara, de apenas 8 anos, as atividades do projeto já têm feito bastante diferença. “Uma vez, estava acontecendo uma atividade na escola e a pergunta era: o que você não gosta em você? E ela respondeu que gostava de tudo nela, que tudo nela era perfeito, porque Deus faz tudo perfeito. Eu fiquei surpresa com a resposta, e percebi que ela estava respondendo assim por causa das atividades da Escola da Inteligência”.

A Escola da Inteligência é um programa socioeducacional fundamentado na teoria da inteligência multifocal, elaborada pelo Dr. Augusto Cury, especialista em Psicanálise, professor e escritor. Cury desenvolveu a metodologia específica para aplicar nas escolas, pois recebia muitos adultos com problemas no seu consultório, e acreditava que se as questões emocionais fossem trabalhadas desde o início da vida, teríamos adultos que saberiam lidar melhor com as suas emoções. Atualmente, o método é aplicado em mais de 200 mil escolas em todo o país. Em Natal, o Colégio Nossa Senhora das Neves é uma delas.

Cecília é aluna do quarto ano do Ensino Fundamental e participa da Escola da Inteligência desde que entrou no colégio. “Eu costumo dizer que fui premiada. Fiz a matrícula na escola, recebi o livro e descobri que Cecília estava inclusa no projeto. Desde que li o livro, tenho falado sobre ele para todo mundo. Fiquei encantada desde o início”, explica Aparecida.

O livro citado pela mãe da Cecília faz parte do material didático enviado todos os anos para as escolas ligadas ao projeto. O objetivo é que as atividades envolvam não só o aluno, mas toda a família. “Geralmente nos reunimos para fazermos juntos, eu, ela e o pai. Mesmo divorciados, nós temos uma boa relação e fazemos questão de participar dessas atividades. Em uma delas até choramos bastante e ele me agradeceu muito por sempre convidá-lo pra participar”, revela.

Para Marília Bandeira, que é professora do projeto há quatro anos, ao adotar uma metodologia como a da Escola da Inteligência, a instituição passa uma mensagem. “Ela está mostrando para a sociedade que está preocupada em formar um cidadão completo, que seja capaz de suportar as dificuldades e que não seja apenas indivíduo que tira notas boas. Mas que seja um cidadão proativo, inteligente emocionalmente”, explica.

Assim que o projeto chegou na escola, Marília se encantou e chegou a pedir à coordenadora para fazer parte. “Quando vi que a metodologia trabalhava conceitos com os quais eu já tinha proximidade, como a importância dos valores, gestos de gentileza e questões socioemocionais, eu já disse que queria”.

Um dos pontos mais importantes e efetivos na educação emocional é a maneira como ela envolve e transforma a família. Assim como mudou muitos aspectos na relação entre Maria Aparecida e Cecília, segundo a professora Marília, outros pais relatam constantemente casos em que os alunos que integram o projeto assumem um comportamento cada vez mais autônomo e equilibrado diante de diversas situações. “São elas, as crianças, que levam para as famílias o que aprendem aqui, e isso impacta muito a vida dos adultos”, afirma.

Ainda de acordo com ela, o propósito maior não é que as crianças resolvam os problemas dos adultos, mas que saibam lidar com os seus próprios problemas, e as adversidades que podem acontecer dentro de um convívio familiar. “Muitas vezes os pais me procuram para dizer: olha, minha filha reagiu de tal maneira em tal situação, eu perguntei onde ela tinha aprendido isso, ela citou a Escola da Inteligência. E aí a gente vê que que o trabalho traz um bom retorno,” declara.

 

Resultados
Segundo um levantamento feito pela empresa que gerencia a Escola da Inteligência no Brasil, 96% dos alunos apresentam uma melhoria nas relações interpessoais após participar das aulas da EI. Isso impacta também nas habilidades de relacionamento, melhoria do comportamento na sala de aula e um aumento da participação da família no cotidiano escolar. Em relação às famílias, de acordo com o mesmo levantamento, 90% aprovam o método.